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As Folhas que Nunca Caem
Sou professora nesta “CASA” há 23 anos e, falar sobre antigos alunos, traz-me sempre um sabor a “Outono”, não por as folhas voarem sem destino, mas sim porque, pelo contrário, “as folhas” antigas ficarem agarradas ao ramo que os viu crescer.
Gostaria de, a propósito de Outono, contar-vos uma história verdadeira que, de fictício apenas tem o nome do aluno.
Na terceira semana de Outubro, depois do colégio fazer 41 anos, estava à porta da secretaria, quando vejo chegar um carro conduzido pelo “Manuel” (por sinal um dos meus antigos alunos); é claro que me dirigi a ele, o cumprimentei com uma grande festa, contudo, percebi que algo se passava e questionei-o; como resposta obtive esta frase: ”professora, só preciso de estar em silêncio para ouvir este barulho que vem daquele pátio, para ver as correrias e sentir a palavra “humana”, desculpe não lhe dar mais atenção”.
Retirei-me e pensei que estas folhas, apesar de aparecerem no Outono, nunca caem, pelo contrário, as suas raízes estão sempre presentes. Foi bom perceber que este aluno – que no fundo representa a maioria dos alunos – quis silêncio, para ouvir o barulho do seu crescer.
É com estes exemplos, que esta profissão – a de professor – se renova e verifica que em qualquer estação do ano as “folhas” gostam de mostrar o que sentem.
Beijos para todos com saudades… professora Teresa Ribeiro
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Que saudades das nossas viagens pelas palavras! E da nossa oficina literária!
Beijinhos!!
Olá Teresinha, quando me deparei com o texto de "as folhas nunca caem", disse para os meus botões, foi a Teresa que escreveu isto! E foi.
Também eu, tal como esse seu "Manuel", sinto saudades do reboliço e da paz que esse pátio me transmite. Dos bons, excelentes momentos passados, recordados e saudosos, que o espírito dessa casa, entranha nas pessoas. Mas é bom, é inesquecível.
As saudades são tantas que por vezes dói. Mas faz parte da vida crescer, já não ser flor. O colégio não é um colégio qualquer é uma casa que nos é familiar, na qual gostamos de entrar, de estar e se possível voltar e de certa forma voltamos, mas como pais, com o digno título de enc. de educação.
Com a esperança de que as folhas que neste Outono da vida dos nossos filhos, nunca se desprendam, nunca fiquem por terra, mas sim agarradas ao lado das que já lá estão e que daqui a 20 anos partilhem deste nosso sentimento, que sintam o silêncio do crescer deles tal como nós. Bem-haja, um beijo desta sua aluna.