You are hereCampeão do Circuito Regional de Bodyboard da Caparica 2009: FRANCISCO BESSONE
Campeão do Circuito Regional de Bodyboard da Caparica 2009: FRANCISCO BESSONE

O Francisco Bessone saiu do colégio em 2009, depois de um percurso do 1º ao 9º ano. Neste momento frequenta o 10º ano do curso de artes mas o seu mais recente sucesso foi na área que há tanto tempo se dedica e adora: bodyboard.
Os professores recordam-no como um aluno bem-disposto, perspicaz, simpático e sempre atencioso com os outros. Gostava de desafios e com pouco esforço conseguia demonstrar o grande potencial que tinha. Gostava de travessuras e, por vezes, ia visitar o gabinete do Coordenador Pedagógico…
Como antigo aluno do colégio, ficamos orgulhosos da sua vitória e fazemos questão de partilhar com a comunidade dos antigos alunos do colégio algumas confissões do Francisco.
Que recordações guardas dos anos que estudaste no Colégio?
Tudo o que me aconteceu de bom, todos os professores que tive, colegas, funcionários... Todas as coisas boas do colégio. Desde o meu 1º dia de aulas do 1º ano até à última festa de finalistas do 9º ano. Todos os passeios de final de ano que na véspera nem dormia a pensar como iria ser. Desde inter-turmas a festas de natal, saraus, tudo o que um colégio normal/escola não faz pelos seus alunos.
Há algum professor que te tenha marcado? Como?
Acho que não há “UM” professor que me tenha marcado ao longo deste tempo todo, todos me marcaram, de uma maneira ou de outra, uns mais, outros menos. Lembro-me bem da importância das professoras Sandra Ataíde e a Nida na adaptação à escola e na preparação para o “outro sector”. Lembro-me também de todos os outros que me ajudaram a ultrapassar as minhas dificuldades e me deram conselhos não só como professores mas sim como nossos amigos; a Professora Julieta, a Professora Ana Lopes, o Professor Luís Martins que foram meus directores de turma e aos quais mando um grande beijinho, um abraço e um muito obrigado. Mas também a todos os outros que me tornaram no que sou hoje. Guardo um carinho especial pela Professora Rita Nunes e é de realçar a paciência que ela tinha para nos «aturar».
Quando pensas no colégio, quais os pontos altos te vêm logo à memória?
Como já disse anteriormente, tudo o que uma escola normal não faz: passeios de final de ano, relação aluno-professor, a união entre as pessoas, etc... Todas as amizades que fiz, a qualidade do ensino e felicidade que tinha quando lá andava.

Tens alguma história engraçada dos tempos do colégio que queiras partilhar?
Ui, tenho tantas que é difícil escolher uma para contar, eu não me portava lá muito bem e tenho umas poucas que é melhor não contar porque não são o melhor exemplo (risos), mas como o mal é que tem piada, a que me veio logo à cabeça , passou-se num ano em que eu não participei numa das festas de natal do colégio. É hábito, no dia da apresentação da festa, de manhã, haver um ensaio geral no local da apresentação e os alunos, participando ou não, tinham de ir ensaiar ou ver o ensaio. A escola ficava praticamente vazia, então eu e mais 3 colegas meus tivemos a ideia de nos esconder para não ir e ficar na escola “sozinhos”, mas com muita pena nossa fomos apanhados e tivemos o azar do transporte que levava os mais novos para o Pavilhão do Feijó ainda não ter saído da escola. Conclusão, não nos valeu de nada e ainda fomos gozados pelos nossos outros colegas por termos ido no autocarro dos “putos”.
De que forma achas que o teu percurso no colégio te influenciou nas escolhas que fizeste e na pessoa que te tornaste?
Em tudo. Passei no colégio mais de metade da minha vida, passava mais tempo no colégio do que em casa, era a minha segunda casa; aprendi a ler, a escrever, a contar...quase tudo. Como diz o hino: «és tu quem me ensina, qual o bom caminho...» foi isso, influenciou-me muito nas minhas escolhas, escolhas essas que me tornaram no que sou hoje.
Ainda manténs contacto com antigos colegas?
Sim, grande parte dos meus amigos com quem me dou mais frequentemente andaram no colégio , alguns foram para a mesma escola que eu e até para a mesma turma, mas também tenho amigos meus que ficaram no colégio e ainda nos continuamos a encontrar.
Como foi vencer o Circuito Regional de Bodyboard da Caparica 2009?
Foi muito bom, fiquei muito contente. Era um dos principais objectivos que eu tracei no inicio do ano. O Circuito era composto por 5 etapas das quais para ser campeão ou contar para as posições do ranking eram as 3 melhores provas de cada atleta. Comecei bem o Circuito, a primeira etapa correu-me bem e fiquei em 1º. Já a segunda coincidia com um campeonato nacional e não pude ir. Fiquei em desvantagem após a segunda etapa e um pouco desmotivado mas, com o apoio dos meus amigos e da minha família, consegui vencer a 3º etapa e acumular uns pontos “preciosos” para o titulo. Na 4ª etapa, venci e sagrei-me campeão antecipado do Circuito faltando ainda a 5ª e ultima etapa para o término. Fiquei ainda mais contente porque venci todas as etapas em que entrei incluindo a Finalíssima (5ª etapa).
Conta-nos como tem sido o teu percurso neste desporto?
Acho que tem sido positivo, apesar de ser um desporto em que a Competição aumenta à medida que vamos crescendo. Com o apoio dos meus amigos e a ajuda incondicional da minha família e dos meus patrocinadores tenho conseguido tirar bons resultados em competições e tenho viajado acima de tudo e conhecido outros países e outras culturas que não só me enriquecem ao nível do desporto como a nível pessoal.
Onde te vês daqui a 15 anos?
Nunca me tinham feito esta pergunta (risos). Já ma fizeram de outra maneira, até no Colégio, do tipo: «não estudes que não é preciso, deves pensar que o teu futuro vai ser o Bodyboard, até pode ser mas e depois?». Eu adorava ser Profissional de Bodyboard, mas é muito difícil, principalmente em Portugal. As marcas do meio começam a oferecer cada vez menos aos atletas, e estes começam a ter que conciliar o desporto com o trabalho. Existem atletas que o fazem em part-time outros mesmo a full-time tendo estes menos tempo para competir. Ainda há coisa de 2 anos o Campeão Mundial de Bodyboard, andava à noite a entregar pizas numa mota no Hawai para conseguir correr o circuito mundial. É bastante difícil. Já pensei nisto e em alternativas, como gosto muito de praticar bodyboard (é um vicio!), mesmo que não consiga ser profissional gostava de fazer qualquer coisa relacionada, como treinador por exemplo. Em último caso, como neste momento estou a tirar o 10º ano em Artes e vou fazer os possíveis para continuar no desporto a nível de competição, para já, o meu objectivo é fazer o 12º ano de escolaridade. Depois e dependendo de como estiverem as coisas ou concorrerei para entrar na faculdade ou apostarei numa carreira como atleta de alta competição.
Queria agradecer o facto de se lembrarem de mim e agradecer por tudo o que fizeram por mim. Obrigado “Campo de Flores”.
Também nós agradecemos a tua disponibilidade e gentileza que, aliás, te caracteriza e desejamos muito sucesso para o teu futuro, seja o que tu escolheres!
Carla Seabra
Equipa Alumni
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